Como lidar com afogamento em piscinas nos condomínios

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Pouco é divulgado, mas afogamento é o segundo maior registro de morte de crianças entre um e nove anos no Brasil e o terceiro de jovens entre dez e dezenove anos. Com o intuito de diminuir o número de óbitos, a SOBRASA (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) divulga a Cadeia de Sobrevivência em Afogamento que orienta como lidar com o incidente afogamento.

O afogamento requer múltiplas ações chamadas de camadas de proteção. Para ser eficaz, a prevenção de afogamento deve ser feita por pessoas próximas, ou em torno da água ou por aqueles que supervisionam ou cuidam de outros em ambientes aquáticos.

Prevenção

  1. Atenção 100% no seu filho(a) a distância de um braço mesmo que saiba nadar ou na presença de um guarda-vidas.(*)
  2. Procure piscinas onde exista a segurança de guarda-vidas ou professor de natação.
  3. Restrinja o acesso a piscinas com grades (transparência) não escalável e tranca automática da porta em altura não acessível a crianças.
  4. Evite a sucção de cabelo e partes do corpo. Oriente seu filho a ficar longe dos ralos e exija o uso de ralo(s) anti-aprisionamento e precauções de aspiração (mais de 1 ralo instalado) e ainda o desligamento automático da bomba na piscina.
  5. Aprenda natação, medidas de segurança na água e primeiros socorros.

(*)Lei Federal 8069 dispõe sobre a proteção integral a crianças e adolescentes e a responsabilidade de crianças menores de 10 anos estarem acompanhadas por seus responsáveis em diversões.

Como reconhecer um afogamento e agir com segurança

Diferente do fantasioso aceno de mão e dos gritos de socorro, a vítima em apuros não tem força para alertar sobre sua situação de perigo. Normalmente a pessoa mostra um nado errático e na posição vertical, o que é despercebido aos olhos de quem não é treinado para reconhecer o fato. Portanto, ao perceber que uma vítima está se afogando, a prioridade é solicitar que alguém ligue para o 193 (Corpo de Bombeiros) e peça socorro. A chamada para o serviço de resgate profissional é importante e qualquer atraso aumenta riscos de afogamentos fatais. Em seguida, é hora de ajudar a vítima, mas sem colocar a própria segurança em risco.

Forneça objetos flutuantes

A próxima prioridade é interromper o processo de afogamento e oferecer objeto flutuante para o banhista, tais como: boias salva-vidas ou até improvisar com garrafas de plástico vazias, pranchas de surf, pedaço de isopor, espumas e madeiras. A improvisação é fundamental e apesar da estratégia não ser tão colocada em prática, é algo que funciona enquanto o serviço de emergência não chega. Outra importante recomendação é que pessoas que não saibam ou não tenham condições físicas para entrar na água ajudem de fora da água e não tentem entrar na piscina. É importante preservar a própria segurança.

Para sair da água

Há várias estratégias para retirar a vítima da água. Depois que ela estiver apoiada ao objeto flutuante, uma das formas de ajudar é indicar os locais mais próximos e seguros para sair. Técnicas de salvamento podem ser praticadas sem que o socorrista se molhe. São estratégias como: jogar alguma corda, vara, galho de árvore e outros.

Socorro médico

A maioria dos casos são resgatados precocemente e aspiram uma pequena quantidade de água que se resolve espontaneamente sem intervenção médica.  Se o processo de afogamento não for interrompido, o resultado final é a apnéia seguido em alguns minutos da parada cardíaca.

SE A VITIMA ESTIVER CONSCIENTE

Aguarde o socorro profissional chamado chegar. Se ainda não chamou ligue 193.

SE A VÍTIMA ESTIVER INCONSCIENTE

  1. Abra as vias aéreas (hiperextensão do pescoço)
  2. Verifique se existe respiração (ver, ouvir e sentir)

Se existir, coloque-a de lado e aguarde o socorro chegar

Se não existir respiração, faça 5 ventilações boca-a-boca e inicie 30 compressões cardíaca.

Mantenha 2 ventilações x 30 compressões até que o socorro profissional chegue

Procure ajuda médica ou hospital se houver qualquer sintoma ou em caso de vítima inconsciente.
É imperativo que a resuscitação em afogamentos siga a abordagem tradicional ABC – Vias aéreas, respiração e circulação – pois a natureza da parada é induzida pela falta de oxigênio.

 Para o Dr David Szpilman, esta nova Cadeia de Sobrevivência do Afogamento tem um cunho principal na educação sobre como prevenir e como agir quando ocorre um afogamento.

Informações: Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático -Sobrasa. WWW.sobrasa.org

Veja toda programação da campanha PISCINA+SEGURA


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Um comentário em “Como lidar com afogamento em piscinas nos condomínios

  • 20 de julho de 2019 em 13:58
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    Ótima reportagem sobre o assunto e que muitas vezes não damos importância dentro de clubes, condomínios.

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